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  • SINFERSI e FIEMG cobram do DNIT solução para restrição de carga na ponte da BR&365, em Pirapora (MG)

    SINFERSI e FIEMG cobram do DNIT solução para restrição de carga na ponte da BR&365, em Pirapora (MG)

    SISTEMA FIEMG e SINFERSI | Divulgação

    Limitação imposta desde 2021 provoca desvio de 170 km, aumenta custos logísticos e gera prejuízos mensais às indústrias da região

    O SINFERSI, em articulação com a FIEMG, intensificou a cobrança ao DNIT por uma solução definitiva para as restrições de tráfego na BR-365, especialmente na ponte sobre o Rio das Velhas, localizada nas proximidades de Pirapora (MG).

    O problema se arrasta desde 2021, quando o DNIT determinou a restrição abrupta do tráfego de veículos pesados na estrutura. A capacidade máxima da ponte, anteriormente de 45 toneladas, foi reduzida inicialmente para 36 toneladas e, posteriormente, para 25 toneladas.

    Impactos logísticos e prejuízos

    A limitação tem causado impactos logísticos significativos às indústrias da região. Com a medida, empresas que transportam matérias-primas para unidades em Pirapora e Várzea da Palma passaram a realizar um desvio de aproximadamente 170 quilômetros, o que elevou consideravelmente os custos operacionais e vem gerando prejuízos acima de 5 milhões mensais ao setor produtivo.

    Além da indústria, as restrições na ponte também têm impactado outros setores estratégicos da economia regional, como o agronegócio e a silvicultura, que dependem do transporte rodoviário para o escoamento da produção, ampliando os reflexos econômicos da limitação de carga na BR-365.

    Confira os desvios:

    Cobrança por esclarecimentos

    Diante do cenário, o SINFERSI tem solicitado formalmente ao DNIT esclarecimentos sobre o andamento das providências previstas, especialmente:

    O cronograma atualizado das obras sob responsabilidade da empresa Matera Engenharia;
    O status da análise estrutural da ponte, cuja conclusão havia sido estimada em até 60 dias após reunião realizada com o órgão.

    Segundo a entidade, a atualização dessas informações é essencial para garantir previsibilidade e permitir o adequado planejamento logístico e financeiro das empresas afetadas.

    Entre maio de 2025 e janeiro de 2026, o DNIT tem reiterado que continua aguardando a emissão de um laudo técnico para avaliar a possibilidade de revisão da capacidade de carga da ponte. Até o momento, no entanto, não houve apresentação de um posicionamento definitivo nem de um plano de ação concreto.

    Enquanto isso, os desafios logísticos permanecem e os prejuízos seguem se acumulando. O SINFERSI e a FIEMG reafirmam que continuarão atuando junto às autoridades competentes para que a restrição na ponte sobre o Rio das Velhas seja revista, ao menos de forma provisória, até que uma solução estrutural definitiva seja implementada na BR-365.

  • União, diálogo e firmeza ditam posição do agro neste ano eleitoral

    União, diálogo e firmeza ditam posição do agro neste ano eleitoral

    FAEMG SENAR | Divulgação

    Por Antônio Pitangui de Salvo, produtor rural, engenheiro agrônomo e presidente do Sistema Faemg Senar

    O ano de 2026 será decisivo para Minas Gerais e para o Brasil. Em um cenário marcado por eleições, desafios econômicos globais e debates ainda polarizados, o agro mineiro precisa reafirmar seu papel estratégico e, acima de tudo, sua capacidade de diálogo, união e posicionamento institucional.

    Nos últimos anos, o setor agropecuário demonstrou, com números e resultados concretos, sua força econômica. A agropecuária ultrapassou setores históricos da economia mineira em participação nas exportações, gerou empregos, garantiu o abastecimento e contribuiu de forma decisiva para o superávit comercial brasileiro. No entanto, essa relevância ainda não se reflete, na mesma proporção, em representação e influência política. Reduzir essa distância é um desafio que precisa ser enfrentado com maturidade, organização e unidade.

    Fortalecimento da base e representação legítima

    No Sistema Faemg Senar, a construção de uma representação sólida começa pela base. O fortalecimento dos sindicatos rurais é essencial para garantir legitimidade e consistência institucional. O contato direto com os produtores, por meio das entidades regionais, permanece como prioridade.

    É no interior que o agro acontece, produz, gera renda e sustenta milhares de famílias. É ali que a presença institucional precisa ser constante, ouvindo, orientando e construindo soluções conjuntas.

    Atuação política com equilíbrio e pluralidade

    Em um ano eleitoral, a atuação política do setor precisa ser ampliada sem confronto ou radicalização. O Sistema Faemg Senar seguirá dialogando com todos os campos políticos e apoiando, de forma clara e transparente, representantes públicos que compreendam a importância estratégica do agro e atuem efetivamente na defesa dos produtores rurais.

    Democracia se constrói com pluralidade, não com silenciamento. A existência de diferentes visões políticas é sinal de maturidade institucional, desde que acompanhada de respeito e disposição para o diálogo.

    Agro moderno, responsável e competitivo

    O agro do século XXI não cabe em rótulos ultrapassados. O produtor rural mineiro é eficiente, competitivo e comprometido com o desenvolvimento econômico, social e ambiental. A produção ocorre com responsabilidade, tecnologia e sustentabilidade, transformando o que nasce no campo em renda, emprego e qualidade de vida.

    No cenário internacional, a competitividade brasileira desperta atenção e também resistência. Barreiras comerciais, subsídios e medidas protecionistas evidenciam o reconhecimento do potencial produtivo do país. Por isso, Minas Gerais precisa permanecer vigilante na defesa de seus produtores.

    Alinhamento institucional para crescimento sustentável

    Sindicatos, cooperativas, associações e todo o setor produtivo precisam caminhar de forma alinhada. O avanço econômico só será sustentável quando acompanhado de organização, representatividade e respeito político.

    Esse é o compromisso do Sistema Faemg Senar: atuar com diálogo e firmeza, defendendo quem produz e contribuindo para a construção de um futuro mais equilibrado, justo e próspero para Minas Gerais e para o Brasil.

  • Sistema Faemg Senar lança novos cursos

    Sistema Faemg Senar lança novos cursos

    FAEMG SENAR | Divulgação

    O Sistema Faemg Senar acaba de incluir dois novos treinamentos no catálogo do Senar Minas, reforçando o compromisso com a qualificação profissional no meio rural. As capacitações atendem demandas técnicas e ampliam as oportunidades de formação para produtores e trabalhadores rurais.

    Um dos cursos é o de Gestão Financeira, voltado para a administração da empresa rural. O treinamento aborda princípios financeiros, análise de crédito, planejamento e viabilidade econômica, além de desenvolver a leitura de indicadores e dados para aprimorar o controle de recursos. A capacitação também orienta o uso de ferramentas financeiras na tomada de decisões estratégicas. O curso é presencial, tem carga horária de 24 horas e idade mínima de 16 anos.

    A outra novidade é o curso de Operação e Manutenção de Roçadeira, que capacita o trabalhador para a utilização segura e eficiente do equipamento, com foco na durabilidade, na responsabilidade ambiental e na prevenção de acidentes. O conteúdo inclui uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), gestão de resíduos, preparo adequado de combustíveis e lubrificantes, manutenção preventiva e boas práticas no dia a dia. A formação é presencial, com carga horária de 16 horas e idade mínima de 18 anos.

    Qualificação

    Os novos treinamentos se somam a outros três lançados recentemente: Manutenção de Drone Agrícola, Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP&D) e Manutenção de Sistemas de Refrigeração em Máquinas Automotrizes Agrícolas e Pesadas Cabinadas.

    Produtores, trabalhadores rurais e demais interessados em participar dos cursos devem procurar a entidade cooperada do Sistema Faemg Senar mais próxima e entrar em contato com o Agente de Desenvolvimento Rural (ADR) para consultar a programação disponível em sua região.

    Drone Agrícola

    O curso de Manutenção de Drone Agrícola se destaca em um cenário em que o campo está cada vez mais tecnológico. Os participantes aprendem sobre os principais conceitos e práticas relacionadas à manutenção de drones utilizados no meio rural: identificação dos componentes da aeronave, uso correto das ferramentas, cuidados com a segurança do trabalho, saúde do operador, entre outros temas.

    ┃ É um curso muito completo, em que o Sistema Faemg Senar reafirma o compromisso de oferecer treinamento em tecnologia com qualidade para os produtores rurais, explicou o instrutor Francismar Silva Coelho.

    O curso piloto foi realizado em Aimorés, no Leste de Minas, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais do município. Para o presidente do Sindicato, Josimar Zuccon (Tampinha), a realização do curso na região representa um avanço importante para a agricultura.

    Entre os participantes, a avaliação foi positiva. O produtor rural Marcos Parentes Faria ressaltou o aproveitamento do conteúdo.

    ┃ Aprendi bastante e saí mais confiante. É um investimento que realmente faz a diferença no dia a dia do produtor. Para quem quer atuar nessa área, é uma grande oportunidade que abre novas portas, afirmou.

    O analista técnico de Formação Profissional Rural do Sistema Faemg Senar, Alexandre Matos Martins, que acompanhou o curso em Aimorés, ressaltou que o treinamento passa a integrar o portfólio da instituição na área de drones, contemplando desde a operação básica — para quem nunca pilotou uma ARP (Aeronave Remotamente Pilotada) — até mapeamento, pulverização, emissão do CAAR (Certificado de Aplicação Aeroagrícola Remota) e manutenção das aeronaves.

    ┃ Com essa formação, o participante pode acessar todos os nossos treinamentos e sair preparado para atuar no mercado de trabalho, atendendo às necessidades do agro tecnológico, afirmou.

  • Após ação da AMM, TCE pede explicações ao Governo de Minas sobre concessão de rodovias

    Após ação da AMM, TCE pede explicações ao Governo de Minas sobre concessão de rodovias

    AMM | Divulgação

    O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou que o Governo de Minas apresente esclarecimentos sobre o edital de concessão de rodovias do Lote 10, Noroeste, lançado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra). A decisão ocorre após representação protocolada pela Associação Mineira de Municípios (AMM), que apontou possíveis irregularidades no processo.

    O pedido foi apresentado pelo presidente da entidade e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, solicitando, inclusive, medida cautelar para suspender o edital da Concorrência Internacional nº 1/2026.

    Na decisão, assinada pelo conselheiro Agostinho Patrus, o TCE determinou a intimação do secretário estadual de Infraestrutura, Pedro Bruno Barros de Souza, para que apresente justificativas e documentos no prazo de cinco dias úteis.

    Irregularidades apontadas

    Na representação, a AMM sustenta que o edital apresenta inconsistências que podem comprometer a legalidade e a viabilidade da concessão. Entre os pontos levantados estão:

    Ausência de delegação formal do governo federal ao Estado para exploração de trechos de rodovias federais incluídos na concessão, como partes das BRs 146, 257 e 365;
    Falta de conclusão de estudos e licenciamentos ambientais necessários;
    Deficiências na modelagem técnica, jurídica e econômica do projeto, incluindo falhas de engenharia e previsão de tarifas consideradas antieconômicas.

    Segundo o despacho do TCE, a solicitação de esclarecimentos é necessária para permitir análise adequada das questões apresentadas pela entidade municipalista.

    Defesa dos municípios

    O presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão, afirmou que a iniciativa busca garantir segurança jurídica e respeito aos municípios impactados.

    ┃ Nosso objetivo não é impedir investimentos, mas assegurar que o processo ocorra com transparência, legalidade e responsabilidade, evitando prejuízos à população e às administrações municipais. Os prefeitos precisam ter segurança de que as concessões serão feitas de forma justa e sustentável para todas as regiões envolvidas, destacou.

    A AMM argumenta que a medida busca proteger os interesses dos municípios e da população afetada pela concessão, garantindo transparência, segurança jurídica e equilíbrio econômico no projeto.

    Caso o governo não apresente as informações solicitadas dentro do prazo, o gestor responsável poderá ser multado, conforme previsto na legislação do Tribunal de Contas.

  • Tecnologia ambiental da Sigma Lithium agrega valor industrial ao subproduto de lítio e consolida sucesso comercial com venda de 150 mil toneladas

    Tecnologia ambiental da Sigma Lithium agrega valor industrial ao subproduto de lítio e consolida sucesso comercial com venda de 150 mil toneladas

    Imagem: Sigma Lithium / Divulgação.

    Sigma Lithium | Divulgação

    Após vender 150 mil toneladas de Lítio Fino e acionar pré-pagamentos de US$ 96 milhões, companhia anuncia expansão de programas de capacitação profissional e novas frentes de empreendedorismo feminino

    A Sigma Lithium consolida seu sucesso comercial ao validar sua tecnologia ambiental inovadora para industrializar subprodutos de lítio, transformando-os em insumos com valor agregado. O material que antes seria considerado perdido passa a ser convertido em óxido de lítio fino de alta pureza com 1% de teor, denominado Lítio Fino, representando nova fonte de receita e ampliando sua eficiência financeira.

    A companhia anunciou a venda de 150 mil toneladas de Lítio Fino, em acordo comercial que prevê mais 350 mil toneladas opcionais ao preço de mercado. A receita gerada com esses subprodutos industrializados representa um prêmio verde para os acionistas e será integralmente reinvestida na ampliação da produção no Vale do Jequitinhonha.

    Impulsionada pelo crescimento de centros de dados voltados à inteligência artificial, a empresa captura a oportunidade gerada pela demanda global por baterias de lítio destinadas à estabilização de redes elétricas e ao armazenamento de energia renovável.

    A retomada da industrialização em grande escala também ativou pré-pagamentos mensais da produção de óxido de lítio concentrado de alto teor acima de 5%, por meio de linha que totalizará US$ 96 milhões ao longo de 2026.

    Tecnologia que transforma subproduto em valor

    A industrialização do Lítio Fino é resultado da tecnologia de separação por meio denso da Planta Industrial Greentech, no Vale do Jequitinhonha. A unidade incorpora empilhamento a seco de ultrafinos e reutiliza 100% da água.

    O Lítio Fino torna-se insumo reciclável para clientes na Ásia, que conseguem recuperar até 60% do lítio contido, produzindo concentrado de alta pureza com teor elevado de 4%. O aperfeiçoamento da tecnologia pode representar receitas adicionais equivalentes à venda de cerca de 70 mil toneladas anuais do produto principal da companhia.

    Imagem: Sigma Lithium / Divulgação.

    Pré-pagamento de US$ 96 milhões fortalece liquidez

    A retomada da industrialização ativou linha de crédito rotativa de US$ 96 milhões vinculada à produção futura de óxido de lítio de alto teor. O primeiro desembolso ocorreu em 13 de janeiro, com juros incidentes de SOFR +1% sobre cada parcela.

    O contrato prevê o fornecimento de 70.500 toneladas ao longo de 2026, ao preço de mercado, preservando a exposição à valorização do lítio.

    Crescimento que forma pessoas: capacitação profissional e empreendedorismo

    A empresa ampliou sua agenda de desenvolvimento socioeconômico no Vale do Jequitinhonha, com foco na geração de emprego e renda nas comunidades vizinhas.

    Entre as ações anunciadas estão:

    Ampliação do programa Donas de Mim, com mais 60 bolsas de microcrédito, ultrapassando 2 mil mulheres atendidas;
    Expansão do Dona de Mim Rural, voltado a famílias dependentes da agricultura e pecuária de subsistência;
    Criação do Donas do Saber, programa de troca de experiências entre mulheres das comunidades;
    Estruturação de programas de qualificação profissional para mecânicos, soldadores, eletricistas e profissionais de manutenção industrial;
    Formação de trabalhadores aptos a atuar também em indústrias de transformação mineral, como as de terras raras.

    Zona rural: água, formação e geração de renda

    O programa Donas de Mim abriu 120 vagas para capacitações relacionadas ao uso dos reservatórios do programa Água para Todos. Também está em andamento o Ciclo 2 de Formação Empreendedora, voltado a mulheres que transformaram hortas pessoais em quintais produtivos.

    Sobre a Sigma Lithium

    A Sigma Lithium é uma das principais produtoras globais de lítio, dedicada ao fornecimento de concentrado de óxido de lítio social e ambientalmente sustentável para a cadeia global de baterias elétricas.

    Imagem: Sigma Lithium / Divulgação.

    Opera o complexo Grota do Cirilo, no Brasil, com a Planta Industrial Greentech, que utiliza empilhamento a seco, reutilização total da água, zero uso de produtos químicos tóxicos e eletricidade 100% renovável.

    A companhia possui capacidade nominal de produção de 270 mil toneladas anuais e está construindo uma segunda planta para dobrar esse volume.

  • Residência agropecuária une teoria e prática

    Residência agropecuária une teoria e prática

    FAEMG SENAR | Divulgação

    O Programa de Residência Agropecuária é uma iniciativa do Senar Central em parceria com o Sistema Faemg Senar, voltada à capacitação prática de profissionais das Ciências Agrárias de nível técnico e superior, combinando teoria e vivência em propriedades rurais atendidas pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

    A proposta é inserir os profissionais na rotina real do atendimento rural. Durante a residência, eles acompanham visitas técnicas, supervisões, análises de indicadores produtivos e gerenciais, além de participarem de capacitações metodológicas e cursos complementares. Também passam a atuar na leitura e interpretação de dados do SISATeG, sistema que monitora resultados das propriedades assistidas.

    Com duração de seis meses, de fevereiro a julho de 2026, o programa oferecerá 960 horas de formação e bolsa mensal de R$ 2.500 para 10 residentes: quatro na área de produção vegetal, quatro na produção animal e dois na área de agroindústrias. Ao final do processo, os participantes poderão ser contratados como técnicos de campo.

    ┃ O projeto é muito importante porque prepara os profissionais recém-formados para que desenvolvam o perfil do técnico de campo do programa ATeG. Com isso, conseguimos ser mais assertivos na contratação, trazendo um profissional que já conhece a metodologia de trabalho, possui experiência prática e contribui diretamente para o desenvolvimento técnico e gerencial das propriedades atendidas., destaca a analista técnico-gerencial do Sistema Faemg Senar, Paula Lobato.

    Formação conectada à realidade do produtor

    Os residentes atuarão dentro das cadeias produtivas atendidas pela ATeG em Minas Gerais, que, neste semestre, incluem agroindústria, bovinocultura de corte e leite, cafeicultura, fruticultura, grãos e olericultura. A experiência acontece diretamente nas propriedades acompanhadas pelo programa, permitindo contato com desafios reais de gestão e produção rural, desde a análise econômica até decisões técnicas de manejo.

    ┃ Participar do Programa de Residência Agropecuária tem sido uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. A experiência prática possibilita vivenciar a realidade do campo, aplicar os conhecimentos adquiridos na graduação, desenvolver uma visão mais ampla sobre os desafios da atividade agropecuária e fortalecer o senso crítico, o que será muito importante para atuar futuramente de forma efetiva no desenvolvimento das propriedades rurais., afirma a médica-veterinária e técnica em Zootecnia Nathalia Camila de Souza.

    Impacto da assistência técnica em Minas

    A residência está integrada ao trabalho da ATeG, que vem ampliando sua presença no estado. Em 2025, mais de 22 mil propriedades rurais foram atendidas em 777 municípios mineiros. Desde 2016, já foram realizadas mais de 840 mil visitas técnicas, com investimentos superiores a R$ 401 milhões em Minas Gerais, sendo mais de R$ 89,1 milhões apenas em 2025.

    Com o programa, a expectativa é qualificar ainda mais a equipe técnica e garantir continuidade do atendimento ao produtor rural, formando profissionais já adaptados à metodologia de campo e às demandas das cadeias produtivas.

    Mais do que uma etapa de aprendizado, a residência funciona como uma ponte direta entre formação acadêmica e mercado de trabalho rural, preparando uma nova geração de técnicos para atuar com eficiência, gestão e visão prática dentro das propriedades mineiras.

  • Produção de feijão cresce em Minas e sustenta liderança no Sudeste

    Produção de feijão cresce em Minas e sustenta liderança no Sudeste

    FAEMG SENAR | Divulgação

    Celebrado nesta data (10 de fevereiro), o Dia Mundial do Feijão destaca a relevância de uma das bases da alimentação nacional. Além do valor nutricional como fonte de proteínas, fibras e ferro, a cultura possui forte peso econômico e social, especialmente para a agricultura familiar. No cenário atual, Minas Gerais confirma seu protagonismo ao projetar um crescimento de 8,6% na produção estadual, alcançando um volume estimado de 502,8 mil toneladas.

    Segundo Mariana Marotta, analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, as projeções para a safra 2025/26 indicam um aumento de 1,5% na produtividade nacional. No entanto, o volume total do país deve apresentar leve queda.

    │ Apesar desse avanço, a produção total deve registrar leve retração de 0,5%, reflexo da redução estimada de 1,9% na área cultivada — explica a analista, apontando que o cenário reflete ganhos de eficiência mesmo com ajustes na ocupação das lavouras.

    Em contrapartida, os números mineiros são mais robustos. O estado mantém a liderança na Região Sudeste e a segunda colocação no ranking nacional, respondendo por cerca de 16,9% da produção brasileira.

    │ O estado mantém uma trajetória de relativa estabilidade produtiva ao longo da última década — destaca Marotta.

    Ciclos produtivos e destaques regionais

    A produção mineira divide-se em três etapas. A primeira, conhecida como safra das águas (ou de verão), ocorre entre novembro e fevereiro e é a mais representativa, concentrando 45,3% do total do estado. A segunda safra estende-se de dezembro a março, enquanto a terceira (safra de inverno ou irrigada) abrange o período seco, de abril a outubro. O município de Unaí desponta como o maior produtor estadual, com destaque para a safra irrigada, fundamental para a regularidade da oferta.

    Desafios sanitários e articulação institucional

    A cadeia produtiva enfrenta obstáculos significativos, como a incidência da mosca-branca, vetor do Mosaico Dourado do Feijoeiro, doença que impacta a produtividade. Diante disso, produtores solicitaram apoio para a criação de um novo vazio sanitário. A demanda mobilizou a Comissão Técnica de Grãos do Sistema Faemg Senar, que articula esforços com a Embrapa Arroz e Feijão, sindicatos rurais e a CNA.

    Além da questão sanitária, o setor lida com custos elevados, redução de área plantada e a necessidade de investimentos em tecnologia e gestão de riscos.

    Preços em alta

    O mercado reflete a restrição de oferta. Em 2025, a saca do feijão carioca (peneira 8,0 a 8,5) na região do Triângulo Mineiro teve média de R$ 179,00. Já no início de 2026, o valor médio saltou para R$ 225,45, com mínima registrada de R$ 210,00. A valorização é atribuída à redução dos estoques e à menor disponibilidade do grão, sustentando preços firmes mesmo durante a colheita da primeira safra.

  • Senar Minas se destaca em concurso nacional de vídeos

    Senar Minas se destaca em concurso nacional de vídeos

    FAEMG SENAR | Divulgação

    O Senar Minas conquistou destaque nacional no 6º Concurso de Vídeos Educativos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Minas Gerais registrou um número expressivo de produções inscritas, com 178 vídeos, reafirmando seu protagonismo no uso de ferramentas virtuais como aliadas do ensino no meio rural.

    Na categoria Formação Profissional Rural, um dos vencedores foi o mineiro Heli Heros Teodoro de Assunção, com uma produção sobre o uso de drones na pecuária, evidenciando a aplicação de tecnologias inovadoras no campo.

    │ A ideia do vídeo nasceu da proposta de trazer soluções simples e práticas que fazem diferença e ajudam a facilitar o trabalho de produtores e trabalhadores rurais. Eu atuo como instrutor de drones no Senar Minas, entre outras áreas, e também sou pequeno produtor rural, pecuarista. No meu dia a dia no campo, procuro aplicar aquilo que levo para a sala de aula. E uma dessas aplicações foi justamente o uso de drones na pecuária.

    Segundo Heli, a ideia surgiu de uma demanda real vivenciada na propriedade.

    │ A necessidade de monitorar o rebanho, acompanhar a localização dos animais, fazer a contagem e observar o pasto me levou a pensar em como essa experiência poderia contribuir com outros produtores. Hoje, com uma ferramenta relativamente simples e cada vez mais acessível, como o drone, é possível ganhar tempo, melhorar o controle da atividade e reduzir o esforço no trabalho diário.

    Aberto a todas as regionais do Senar no país, o concurso valoriza produções autorais de instrutores de Formação Profissional Rural, Promoção Social e, nesta edição, também de técnicos da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

    │ A iniciativa evidencia como estratégias virtuais bem aplicadas podem ampliar o alcance do conhecimento, estimular o aprendizado contínuo e aproximar conteúdos técnicos da realidade dos produtores rurais, ressalta a coordenadora pedagógica do Sistema Faemg Senar, Cristiane Trigueiro.

    Conquista

    Os vencedores do 6º Concurso de Vídeos Educativos foram anunciados no dia 4 de fevereiro, durante uma live nacional. Ao todo, 887 vídeos foram enviados por participantes de 25 estados brasileiros. Desse total, 668 produções foram da área de ATeG, 141 de Formação Profissional Rural e 78 de Promoção Social.

    │ Este concurso é muito importante porque, além de divulgar o trabalho do Senar no campo, evidencia o engajamento dos profissionais que capacitam produtores e trabalhadores rurais para o desenvolvimento do agronegócio. Minas Gerais tem se destacado de forma abrangente, especialmente nos treinamentos voltados à aplicação de tecnologias de ponta na produção, reforça o gerente de Formação Profissional Rural e Promoção Social, Wander Magalhães.

    Além do reconhecimento, os 11 vídeos premiados receberão um kit completo para produção de conteúdo, composto por mochila, smartphone, microfone de lapela bluetooth e pedestal de suporte. As produções vencedoras passam a integrar o acervo do Senar Play, plataforma que reúne mais de 500 vídeos e registra milhões de acessos anuais, consolidando-se como uma ferramenta estratégica para o ensino no meio rural. As demais produções inscritas também poderão ser incorporadas à plataforma, após avaliação técnica.

    Incentivo à produção

    Em Minas Gerais, o estímulo à participação no concurso foi fortalecido por uma ação concreta: a oferta de um curso EAD de produção de vídeos educativos. A capacitação apresenta, de forma prática e acessível, orientações sobre planejamento, gravação e edição de vídeos, abordando desde o uso adequado de câmera e iluminação até técnicas que valorizam o conteúdo técnico. O curso inclui ainda um módulo de oratória, com foco em comunicação clara e segura.

    Como diferencial, o Senar Minas também ofereceu um bônus sobre o uso de recursos audiovisuais gratuitos disponíveis na internet e a aplicação da Inteligência Artificial na criação de imagens, esquemas visuais e ilustrações. O conteúdo foi complementado por orientações específicas sobre o concurso e por um bate-papo com Gilmar Medeiros, instrutor do Senar Minas e vencedor de três edições do concurso.

  • Orquestra SESIMINAS celebra 40 anos com show especial ao lado de grandes nomes da música

    Orquestra SESIMINAS celebra 40 anos com show especial ao lado de grandes nomes da música

    Imagens: Divulgação FIEMG

    SISTEMA FIEMG | Divulgação

    Concerto no dia 5 de março abre a Série Artes e Cordas 2026 e marca quatro décadas de trajetória do grupo

    A Orquestra SESIMINAS inicia, no dia 5 de março de 2026, as comemorações de seus 40 anos de trajetória com um concerto especial que abre oficialmente a Série Artes e Cordas 2026, no Teatro SESIMINAS BH, às 20h30. O espetáculo reúne artistas convidados que marcaram a história do grupo em diferentes momentos e estilos, reforçando a identidade artística construída coletivamente ao longo de quatro décadas. A apresentação será conduzida pelos maestros Felipe Magalhães, atual regente titular, e Marco Antônio Maia Drumond, fundador e ex-regente titular da Orquestra.

    Mais do que uma celebração de datas, o concerto reafirma o que sempre definiu a Orquestra SESIMINAS: um grupo fixo, coeso e longevo, formado por músicos que tocam juntos há muitos anos e que construíram, ao longo do tempo, uma sonoridade própria, reconhecível e aberta ao diálogo com diferentes linguagens musicais. Essa continuidade é um dos pilares da força artística do conjunto, que se mantém ativo, relevante e criativo desde 1986.

    Repertório e convidados

    O programa do show foi concebido como um reencontro com essa trajetória. Cada artista convidado apresentará trechos de concertos realizados anteriormente com a Orquestra, criando uma narrativa musical que atravessa gêneros, épocas e estéticas. A versatilidade do repertório, marca central do grupo, aparece no trânsito fluido entre a música de concerto e a música popular brasileira e internacional, sempre com arranjos que respeitam a identidade de cada linguagem e ampliam suas possibilidades sonoras.

    Entre os convidados estão Marcelo Dai, Titane, Luiza Brina, Nath Rodrigues, Maria Tereza Costa, Mariana Nunes, Vitor Santana, Diego MusicoPai, Juarez Moreira, Toninho Horta, Sérgio Pererê, Túlio Mourão, Maurício Tizumba e Renegado, nomes fundamentais da cena musical mineira e nacional, que representam a diversidade de estilos e parcerias que moldaram a história da Orquestra SESIMINAS ao longo dos anos.

    Quatro décadas de história e formação de público

    Fundada em 20 de dezembro de 1986, a Orquestra nasceu com a missão de levar música de qualidade aos trabalhadores da indústria mineira e, desde então, ampliou significativamente seu alcance. Ao longo de sua história, realizou mais de 1.200 concertos em pátios de fábricas, escolas, hospitais, praças e salas de concerto, passando por mais de 100 municípios de Minas Gerais. Paralelamente, consolidou um trabalho educativo e de formação de público que se tornou referência, além de manter uma atuação artística consistente nos principais palcos do estado.

    │ Ao fundar a Orquestra de Câmara do SESIMINAS, não imaginei que iríamos construir um trabalho tão fértil, diversificado e bonito. Ao longo dos anos, ampliamos o repertório, unindo música erudita e popular, e levamos essa experiência a públicos muito diversos. Ver a Orquestra completar 40 anos, com uma longevidade inédita no sistema S no Brasil, é motivo de enorme alegria.

    — Marco Antônio Maia Drumond, fundador e primeiro regente

    │ É uma orquestra que transita por todos os tipos de repertório, que colaborou com artistas fundamentais da música brasileira e que sempre teve uma vocação muito clara para aproximar o público da música de orquestra. Assumir a regência justamente neste momento é uma grande honra e uma grande responsabilidade.

    — Felipe Magalhães, regente titular

    O concerto do dia 5 de março marca o início de uma programação comemorativa que se estenderá ao longo de 2026, celebrando não apenas a história da Orquestra SESIMINAS, mas sua capacidade contínua de se reinventar, dialogar com diferentes públicos e manter viva uma identidade artística construída no coletivo, no tempo e na escuta.

    SERVIÇO

    Orquestra SESIMINAS – 40 anos | Abertura da Série Artes e Cordas 2026

    Data: 5 de março de 2026

    Horário: 20h30

    Local: Teatro SESIMINAS BH

    Ingressos: R$ 70 (inteira)

    Compre o ingresso clicando aqui

    Ingressos e programação: https://www.fiemg.com.br/sesi-cultura/programacao/

  • Prefeituras mineiras terão R$ 500 milhões no Edital BDMG Municípios 2026 para financiar infraestrutura e sustentabilidade

    Prefeituras mineiras terão R$ 500 milhões no Edital BDMG Municípios 2026 para financiar infraestrutura e sustentabilidade

    Maior volume da história do programa amplia projetos financiáveis e permite adesão antes da definição do investimento

    As prefeituras de Minas Gerais terão acesso a R$ 500 milhões em crédito por meio do Edital BDMG Municípios 2026, lançado nesta semana pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. O volume é o maior já disponibilizado na história do programa e representa um aumento de 25% em relação à edição de 2025. Os gestores municipais têm até 20 de março para aderir ao edital.

    Ampliação de projetos e mais autonomia aos municípios

    Entre as principais novidades do Edital 2026 está a ampliação do leque de projetos financiáveis nas áreas de infraestrutura e sustentabilidade. Pela primeira vez, os prefeitos poderão aderir ao edital antes mesmo de definir o projeto específico, o que oferece mais flexibilidade para planejar investimentos de acordo com as prioridades locais.

    Condições facilitadas de financiamento

    Os financiamentos contam com prazos de até dez anos para pagamento, incluindo 18 meses de carência. A taxa de juros é unificada e acessível para todos os itens financiáveis, a partir de 0,47% ao mês, acrescida da Selic, o que garante previsibilidade e melhores condições para o planejamento financeiro das administrações municipais.

    Contratação digital e acesso simplificado

    A contratação do crédito poderá ser feita de forma 100% digital, diretamente pelo site do BDMG, o que agiliza os processos e reduz a burocracia para os municípios. Todas as informações detalhadas sobre o Edital BDMG Municípios 2026 estão disponíveis em bdmg.mg.gov.br.

    Com o novo edital, o BDMG reforça seu papel estratégico no apoio ao desenvolvimento dos municípios mineiros, estimulando investimentos estruturantes, melhoria dos serviços públicos e ações voltadas à sustentabilidade e à modernização da gestão local.